Insegurança não é pecado, não é doença, não é errado

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Insegurança não é doença, não é errado, não é pecado. Então, pra que negar o que todas sentimentos em algum momento da vida?

Há anos atrás, eu achava que era muito importante provar o quão segura eu era pra tudo. E via o quanto as pessoas reforçavam isso em mim.

No entanto, no meu íntimo, tinha tantas inseguranças quanto qualquer outra garota.

Talvez, até mais do que as outras, aliás.

insegurança
Imagem: http://revistavivasaude.uol.com.br

Parando para pensar e observando bem, percebemos que quanto mais uma garota necessita mostrar que é super segura, bem resolvida e que não se importa com o que dizem, na verdade, mais insegura ela é.

Tanto o é que tem essa necessidade de provar que não a todo custo.

E, confesso, já fiz parte desse time que tanto reforça que mulher tem que ser forte, segura de si, sempre saber que decisão tomar na hora certa, mas isso não condiz em nada com a realidade.

Todo santo dia, há alguma ou outra coisa que me deixa insegura: ou é a maquiagem que não ficou como eu gostaria, ou a roupa que não teve o caimento legal, ou o trabalho que entreguei e que não sei se vão gostar ou o marido indo pra faculdade cheia de gostosas e eu em casa, torcendo pra ele não conhecer nenhuma que o faça perder o rumo ou até mesmo a última fofoca que eu soube sobre uma amiga e não sei se é melhor eu contar pra ela o que andam dizendo ou não.

Insegurança é inerente ao ser humano. Seja homem ou mulher.

E nossa geração demoniza tanto esse sentimento que somos forçados a nega-lo, justamente por nos sentirmos inseguros em assumi-los.

Quantas vezes julgamos mal um garoto que, inseguro e tímido, acabou não chegando em nós na balada? “Ah, sai fora, aquele frouxo não tem atitude!”.

Quantas vezes julgamos os outros por atitudes que nós mesmas cometemos? “Aff… Aquela garota está sendo tão ridícula e tonta, achando que se ela usar esta roupa, vão tirar sarro dela. Ela tem que ter atitude e não se importar com os outros.”.

Sendo que nós nos importamos, sim! E devemos nos importar, aliás. O que não devemos, é nos importar demais. Ou nos importar com quem não merece nossa consideração. E, MEEEESMO ASSIM, convenhamos: é difícil tomar a decisão de parar de se importar, porque ficamos inseguros.

Então, cabe a cada uma de nós quebrar essa maldita corrente de reforçar que ser insegura é quase uma doença, porque não é.

É apenas e tão somente uma característica humana que devemos aprender a lidar e, para isso, o primeiro passo é admiti-la.

Beijokas,

@ThatuNunes | LogicaFeminina.com.br

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